domingo, 30 de maio de 2010

As escolhas, as mães, filhos "pobremáticos" e o moço…

domingo, 30 de maio de 2010

Incrível a quantidade de pessoas que conheço sofrendo de co-dependência das escolhas erradas de terceiros.Tenho uma amiga que tem uma mãe que tem um filho que é irmão da minha amiga… que é uma peste.
Não a minha amiga, mas o irmão… entendeu né?!
Pois é. Junto com ela (a mãe agora) tem um monte de outras escravizadas por conta de filhos “pobrematicos”… aposto que você lembrou de alguém quando leu a ultima frase?! claro que lembrou! todo mundo tem alguém por perto que vive esse inferno… E pior, não consegue sair dele  na verdade nem quer.
Romper com isso é como tentar romper com a culpa. Geralmente quem convive num mundo de culpa, precisa dela pra viver. Sempre vai se meter em situações que fortalecem a desinfeliz pra dela se alimentar, é Phoda!
Romper com isso significa atrair pra si a antipatia alheia, pois vai ser tachado de insensível, nojentão, frio, não ama a Deus, jogou pedra na cruz, aliás, qual o problema de jogar pedra na cruz?errado seria jogar em Jesus Cristo nénão?! a cruz é de madeira uai.
Conheço um moço que um dia o pai “largou a família e foi ao cinema..” mas num cinema tipo “Far far away” ai arrumou outra mulher, elegeu outros filhos e até outros netos, então o moço depois de terapias e terapias conseguiu desencanar disso e entendeu que o tal pai fez a escolha dele orabolas! e que deveria respeita-la num sentimento profundo, tranquilo sereno e sem culpas de mão dupla : Viva-suas-escolhas-e-não-me-cobre-por-elas-que-eu-também-não-vou-te-cobrar-pelas-minhas.
Claro que o tal moço foi incompreendido por toda a população de sua família. Do dois lados é bom frisar…
-Moço malvado da história! você deveria visitar seu tão tão distante pai! ele adoraria isso (??) deveria ser mais sensível!
Ora não sabiam eles que o moço recebia e as vezes fazia curtas ligações para o tal pai no natal e no seu aniversário dia dos pais seria humor negro né não?.Enquanto eles se afundavam em dores e mágoas tentando entender as escolhas do pai do moço, ele, o moço, entendia que eram apenas escolhas… E escolhas precisam ser assumidas e respeitadas. Como disse o sábio Jack Bauer:
“Pense bem nas escolhas que você vai ter que carregar pela vida toda…”
Ommmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

17 contribuições para o avesso do Blog:

RAFAEL disse...

Bom dia Robson...

Conheço bem essas situações.

Qdo resolvi que iria morar sozinho, não tive apoio de ninguém. Pelo contrario, qdo voltava a casa dos meus pais, via os vizinhos olhando feio. Depois descobri, que minha mãe dizia que foi abandonada...e como ambos ja tem uma certa idade, fui taxado de insensivel e tantas outras coisas...Mas pera um pouco, eu tenho outros irmãos tb...pq a obrigação de morar com os pais era só minha...

Hoje depois de tanto tempo já ta tudo tranquilo ( ou acostumaram com a idéia)...mas confesso que to cheio de pragas de mãe nas costas...rs

abração,boa semana

Paulo Braccini disse...

"Viva-suas-escolhas-e-não-me-cobre-por-elas-que-eu-também-não-vou-te-cobrar-pelas-minhas." ... simples assim ...

bjux

;-)

Mulher Asterísco disse...

É uma merda, neh?

Dama de Cinzas disse...

Assim como o Rafael, quando resolvi morar sozinha, porque era impossível viver com minha mãe na mesma casa. Ela me tratava como se eu tivesse 10 anos de idade... Meu irmão, cunhada e pai disseram que eu estava abandonando minha mãe sozinha... Ora... Meu irmão casou cedo e foi viver a vida dele. Eu tinha que "ficar pra titia" e cuidar da minha mãe, que nem precisa ser cuidada?

É aquilo, quando eu resolvo cortar relações, ou mudar o tipo de relação, eu faço com muito pouca culpa (ausência de culpa é meio utópico), porque eu já tentei tudo que podia pra aquilo funcionar daquele jeito. Então eu mudo quando não dá mais...

Beijocas

Lobo Cinzento disse...

Cada um carrega o fardo de suas ações, e só deve satisfação a si mesmo, e aos afetados. Quem não tem nada a ver com a história, que se exploda se acha certo, se acha errado, se faria diferente. Cada um vive a sua vida, e sabe o que faz.

Quem espia por cima do muro se arrisca a cortar a mão (mas acho que hoje em dia seria mais corrente dizer "tomar um choque" XD)

Abraços Robson!

Andrea Pagano disse...

Robson, boa noite!
O povo adora lenhar, porque pimenta nos olhos do outro não arde no seu né???
Então é mais fácil ficar criticando do que ajudar!
Eu ultimamente nem estou falando com a minha mãe, para horror de muitos...ah cansei de ser usada, mal tratada e ainda não ser amada, "cansei das migalhas dormidas do seu pão" então "Vivo minhas escolhas e não me cobre por elas que eu também não vou cobra-la pelas minhas..." Fazer o que? Já tentei tanto..tanto ..tanto ...que cansei!
Adorei!
Bjs

Serginho Tavares disse...

pais (muitos por sinal) tem seus preferidos e desafetos. isto é um fato!

AD disse...

Eu tenho uma amiga que sofre sofre com o marido, mas tem sempre um desculpa para continuar. Todo mundo é um pouco assim. O problema está na proporção.

Maris Morgenstern disse...

Hummm,
sorry, ainda não consegui chegar à maturidade desse moço...
eu tbém nao entenderia o pai... nem o meu eu entendo/aceito...
o problema das escolhas q a gente carrega pro resto da vida, são as escolhas dos outros

Marcos Dhotta disse...

... Quando chega a hora de voar e abandonar o ninho... É sempre assim. A critica de quem está a espreita será sempre uma sentença. Por isso, se tiver que voar, mas voar messssmo... Que seja um voo bonito. Um voo razanteeeeeeeee. Abraço kbra bom.

Marcelo Moraes disse...

Como canta Vercillo:

"Já vou eu vou, óh mãe,
Eu vou no trem da minha vida,
chegou a hora da partida,
óh, mãe,
Não quero choro em despedia.."

Marcos disse...

Nós podemos fazer as nossas escolhas mas não temos controle das consequencias delas.

Sabe Robson, o que acontece, no meu ponto de vista é que estamos muito preocupados com o que os outros vão pensar da gente.

Eu fiz algumas opções que foram criticadas pelos outros, mas eu não tava nem ai... agora, parte disso é eu também não criticar as opções alheias.

Pais que fazem novas familias são muito criticados, mas os motivos deles devem ser respeitados, mas em um primeiro plano, só cabem criticas.

Assunto polemico até porque pais geralmente são vilões e mães são sempre vitimas... e no final passam para os filhos as suas frustrações.

abçs

A. Reiffer disse...

“Pense bem nas escolhas que você vai ter que carregar pela vida toda…”

ééé, o Jach Bauer tem toda a razão. Um belo texto o teu para refletirmos.

Qual a gravação do Dixit Dominus que tu tens. Tenho uma daquela coleção Música Sacra que é excelente.

Abraços

Pimenta disse...

Entón,tá certo.Hoje, a unica coisa que me preocupa com relação aos meus filhos, é a parada da escolha.
Tento fazer ver que não importa o tempo que leve, nem o motivo, mas que das escolhas virão os resultados futuros.E que a escolha é fundamental para o encontro de si mesmos.
E hoje, existe tanta distração, tanta pressão, tanto conceito errôneo assumido pela sociedade, que é muito mais fácil errar que acertar em uma escolha, seja do que for.
Então, o fundamental é respeito.Começando por si próprios, e extendendo aos outros.
já me empolguei, como sempre.
bjos, muito bom o assunto.Dá para ficar aqui um dia interio ,rsrsrsrsrs.
bjo

Paulo Braccini disse...

Obrigado queridão ... quero, ainda este ano, passear em Vitória ...

bjux

;-)

[Farelos e Sílabas] disse...

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Meu amigo,

Escolhas. Culpas. Perversidades egoístas. Respeito pela decisão dos outros. Quantas questões dissolvidas em histórias que poderiam – como podem! – ser as nossas. Somos egoístas quando queremos o foco das coisas apenas pra nós mesmos. Somos perversos quando decidimos não respeitar o direito – livre exercício dele! – de qualquer um fazer suas próprias escolhas. Culpa é todo o desenrolar de quem ainda precisa desse veneno para se sentir “quite” com sua consciência. Ledo engano! Respeito é o mínimo que deveríamos produzir quando falamos de outro, o qualquer outro além de nós. Pai, mãe ou filho aí incluídos...

Por anos a fio tive todos esses sentimentos amalgamados. Fui egoístas muitas vezes. Perverso outras tantas. Culpa era meu elixir diário. Tive que aprender a duras penas a me desintoxicar do veneno. Fui tachado de insensível pra baixo. Mas toda de-CISÃO é isso mesmo: um corte. Um ponto final num determinado capítulo (não precisa ser na história, a menos que se queira). Viremos a página. A leitura prossegue e não há mortos na batalha. É assim que caminho, errante-aprendiz. Não é lição pra ninguém, apenas meu relato existencial.

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RAFAEL disse...

Robson...não existia coisa mais gostosa qdo era moleque do que comprar um disco ( de vivnil) e correr pra casa escuta-lo...

Comprava livros do "circulo do livro", não sei se vc chegou a conhecer...

to saudoso...rs.

abração