quinta-feira, 30 de outubro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Cada dia que passa, mais percebo a necessidade de limites bem estabelecidos nos meus relacionamentos. Primeiro que isso não protege só a mim, mas as pessoas envolvidas também.
Não foram poucas as vezes que entrei em apuros por não respeitar ou agir com limites em algumas circunstâncias e pessoas...

Tem gente que não tem o tal do "desconfiômetro, nem do paraguai", entram na vida da gente sem pedir licença e vão dando palpites, cobrando, falando qualquer coisa com qualquer liberdade e não-tão-nem-aí...
Mas até esses só fazem "Bis", quando não são devidamente avisados que se repetirem a fala:
- Não vai ser nada agradável o resultado da próxima vez.

As pessoas só vão conosco, até onde nós deixamos. E normalmente avançam, por que não queremos magoá-las. Sim . Esse tipo de gente se magoa na mesma proporção de sua inconveniência, e se pegam nisso pra escapar de fininho e ainda te acusar de grosso, mal humorado ou coisa que não o valha.

Sabe as vezes também a pessoa é assim e não sabe, não se da conta disso; e nesse caso é muito legal falar abertamente, especialmente se é alguém próximo. Ao menos livra a figura de levar uma mãozada na cara de alguém menos tolerante.

Sou totalmente a favor de avisar e que me avisem: Não curto brincadeiras assim, não gosto de falar sobre isso, isso me desagrada profundamente... pronto!

Isso eu falo em casos gritantes, mas tem aqueles que você precisa estabelecer um limite sutil.

Quando a pessoa tentar entrar em áreas não permitidas pra ela, mude de assunto:
- Fale da lua, do sol, da chuva ou falta dela, fale mal da Globo, fale qualquer coisa... mas fuja descaradamente pra que no Hiato a pessoa perceba... Foi Mal!

Note a importância das placas:

"A coordenadora da escola de meus filhos estava contando um episódio com meu menino de sete anos, onde ela foi chamar a atenção dele e de um grupo de amigos, que na hora do recreio estavam brincando numa área da escola que não era permitida.

- Eu disse pra eles que saíssem de lá pois não era permitido brincar ali sem a supervisão de professores... dai ele veio falando em nome da turma e ainda saí de culpada !

- Tia, não tem nada avisando lá que não pode, nem placa, nem faixa de aviso, nada então a culpa é sua que não fez isso, isso é trabalho seu e não da gente adivinhar onde pode e não pode brincar...
Simples assim !!


Me inspirei num texto da Jana que comentei, pois assim como ela, recentemente passei por algo assim: tipo, não sinalizei antes e me aborreci muito.

21 contribuições para o avesso do Blog:

Michele Moura disse...

Robson, que texto excelente!

No caso das crianças, não dá pra tirar a razão dos pequenos. Sem uma sinalização não tinha mesmo como eles saberem onde pode ou não brincar.

E é assim em todos os aspectos do relacionamento humano. O conceito de "limite" é um dos mais elásticos existentes. Varia (muito) de pessoa para pessoa.

As vezes falamos ou fazemos algo que sob o nosso ponto-de-vista é perfeitamente aceitável. Mas que pode ser considerado como falta de respeito, grosseria, ou no mínimo falta "de tato", por outras pessoas.

Eu já "presenciei" conflitos de pensamento que viraram briga (deprimente) de blog: uma pessoa usando seu blog para denegrir a imagem de outra, de maneira que, assim, ela pudesse ser retratada como vítima da "maldade" da pessoa de quem ela falava mal.

Eu mesma já tive que "me explicar" no meu blog. Mas tive a sorte de me deparar com uma pessoa que teve a decência de, antes de sair por aí falando cobras e lagartos sobre mim, me mandar um e-mail expondo suas idéias sobre o que "havia de errado" a meu respeito.

Da maneira mais polida possível eu respondi ao e-mail da pessoa e aproveitei para publicar uma cópia do conteúdo no meu blog (caso mais alguém compartilhasse da opinião dela), preservando a identidade da pessoa que me interpelou.

Cabe bem nesse tipo de situação aquele provérbio que diz mais ou menos assim: "Elogia o teu amigo em público e repreende-o em particular".

O diálogo é sempre a melhor opção! :)

bjos

Adriano Queiroz disse...

Pessoas inconvenientes são mesmo um problema, isto que vc disse sobre magoá-las, é pura verdade, sempre se sentem como vítima.
Impor limites é saudável para qualquer relação. Aliás uma prática que todos dizem ser absurda é o sadomasoquismo. NO SM tudo é combinado e respeitado e todos são felizes, eu acho (rs).

O episódio da criança foi ótimo.
Hehehe

Abraços.

Dama de Cinzas disse...

Quem me conhece mais de perto sabe que me aborreço com poucas brincadeiras ou perguntas, inclusive com gente "entrona". Quando não quero responder, digo que não quero responder e pronto. Alías dizer não, foi uma das melhores lições que a vida me deu!

O que me chateia é deboche, gente que faz tipinho e pessoa dizendo o que devo e o que não devo fazer... Affe!!! Isso me tira do sério!

Agora, com seu texto eu tenho que concordar, as pessoas precisam sinalizar o que as aborrecem, senão fica muito difícil a convivência e até mesmo o agir, como no caso das crianças que citou!

Beijocas

Brenda Leigh ★ disse...

É engraçado que, de uma forma ou de outra, a culpa sempre acaba sendo nossa. E isso não é uma auto-crítica negativa, é só mais um tipo de aviso pra ficarmos atentos aos limites que impomos às pessoas a nossa volta. Não tenho mtos problemas quanto a isso. Acho que nasci com uma plaquinha na testa dizendo: "NÃO TE PERGUNTEI", rs.

Beijo grande ;*

.lucas guedes disse...

eu gosto dessas dicas práticas: - "Fale da lua, do sol, da chuva ou falta dela, fale mal da Globo, fale qualquer coisa..." mas acho que preciso ser mais direto.

Rafael Costa disse...

Acho q em algum momentos todos somos os invadidos e os invasores, faz parte. Ser sempre o mesmo cansa.

abraços

rafa

Dri Viaro disse...

Eu falo na lata, não gostei, nao brinca desse jeito mais comigo.
senao a pessoa nao se toca sabe, e continuar com aquelas bobeirinhas sem graça

voltou, voltou o contador hehe
bjs

Cara de 30 disse...

Teu filho é um GÊNIO! A escola onde ele estuda é para crianças com QI acima da média? Você deveria procurar uma...

Concordo contigo e não gosto de "intrujões", como costumo apelidá-los. Meu jeito mal-humorado de ser já dá o tom para que eles se afastem mas ainda assim existem aqueles que não percebem o limite. Para esses o meu sutil jeitinho aguarda ansioso para explicar certas coisas. :)

Abraço.

Conde Vlad Drakuléa disse...

Sinalização é tudo, creio que sempre agi de forma semelhante à Michele nesses casos, "elogiando em público e repreendendo em particular", acho que é um ensinamento correto esse, em minha opinião, uma forma de proceder muito polida e correta, excelente exemplo esse que deste sobre as crianças, sinalização é tudo, em todos os sentidos, indeed!!!
Grande abraço meu querido amigo e bom fim de semana para ti com muitas alegrias e divertimentos!:D

[Farelos e Sílabas] disse...

...

Sinalizar é sempre importante. A questão é se todos sabem discernir os sinais, pois, de fato, algumas pessoas parecem não se importar com os limites do outro, tornam-se invasivas.

Como é chato lidar com essas obviedades da falta de "feeling" (em alguns casos, na sua maioria, maturidade mesmo!) nas pessoas.

Por outro lado, o texto me chama a atenção para o solo de verdade debaixo de nossos relacionamentos. Caminhar na verdade, quero dizer, na direção da sinceridade, significa poupar a nós mesmos de atropelos para aqueles que acham que não foram avisados por nenhum sinal. Às vezes as situações podem até nos sugerir falta de sensibilidade (no ser sincero com alguém), mas valerá à pena ao final.

Por fim, ao te ler fui percebendo vários sinais de como me pareces uma pessoa boa e que, graças a Deus, ainda aprende bastante na escola-vida! Os seres humanos mais inteiros são os que não se negam ao aprendizado, sendo eles mesmos, crescendo cada vez mais pra dentro!

Abraço não menos sincero!

...

Nem Li disse...

Tem muita gente sem noção...

Eu prefiro cortar logo no começo antes que vire uma situação mais chata.

Odeio essa gente que ja chega danto palpite, que não sabe respeitar os limetes dos outros e talz...Enche o saco.

João da Silva disse...

Rapaz, já passei por isso também. É impressionante como se reiteram os equívocos e parece que, à medida que a gente permite, mais sente que estão a avançar o sinal. É o esbulho da nossa individalidade, a turbação de nossa tranqüilidade, do sagrado direito que temos de nos enclausurar nos mais abscônditos porões do "nós mesmos".
Adorei este post, em especial.
Um grande abraço do João!

O ANTAGONISTA disse...

Concordo plenamente. Tem muita gente por aí que precisa mesmo ser avisado, porque não possuem desconfiômetro, bom senso ou seja lá o que for. Por outro lado, às vezes, temos muitos detalhes de nossa personalidade que os outros não são obrigados a saber. Então, a solução é mesmo avisar antes para não se aborrecer depois.

Valeu.

HSLO disse...

Gostei muito do texto viu.
Quero aproveitar e agradecer sua passagem por lá.

abraços e um bom final de semana.

Robson disse...

Pessoal obrigado pelas visitas e comentários absorvo muitas sacações importantes postadas aqui viu?!

Nathália disse...

Por mais que possa ser constrangedor para a pessoa, o pior é quando é constrangedor pra você.
Não suporto quando digo que não quero mais falar sobre algo e a pessoa insiste.
Não gosto de ser grossa, mas às vezes acaba sendo preciso.

Prefiro proibir a pessoa de modo sutil, mas existem aquelas que nem quando falando abertamente se tocam.

Me irrito. Rs

Beeeijo!

Beto Canales disse...

MUito bom teu texto. Um dos melhores, creio eu.

Michele Moura disse...

Sobre o teu comentário no meu blog:

Eu realmente tenho pendências comigo mesma.

Mas quando digo que o sonho é recorrente, não me refiro a este momento da minha vida, mas sim que desde muito pequena, de tempos em tempos, eu sonho que sei quando irei morrer.

E essa coisa de "morte com hora marcada" me incomoda justamente por isso, porque hipoteticamente sempre fez parte da minha vida.

Então, as vezes parece que um dia eu realmente irei acodar sabendo que "hora" a morte marcou pra mim.

Mas muito obrigada pelo carinho e preocupação meu amigo.

bjo grande

cacá disse...

oi, adorei como escreve,pessoas p dar palpite... hum, ta cheio, inconveniencias a solta por aí... o vi pelo blog da Natalia... bjooo

Jana disse...

Li em algum lugar que o problema de um homem é o problema de toda a humanidade.
A gente erra, meu amigo, mas acaba aprendendo.
Pior aqueles que não aprendem nunca.

Um grande abraço
:)

Michelle Dangeli disse...

Eu sinalizo. Tipo: a pessoa percebe na hora até onde pode ir comigo. Se vira meu amigo, vou dando corda aos poucos. Assim, espero também o sinal verde da outra pessoa.