
O Código Penal iraniano descreve a morte por apedrejamento. Chega mesmo a recomendar o tamanho das pedras para que estas causem dor, mas não causem a morte imediata. O Artigo 102º do Código Penal afirma que para a morte por apedrejamento, os homens devem ser enterrados até à cintura e as mulheres até ao peito. O Artigo 104º declara, em referência à condenação por adultério, que as pedras não devem ser “demasiado grandes para não provocar morte imediata, mas também não devem ser demasiado pequenas, senão não são consideradas pedras”.
A razão disso? "religiosidade" essa praga esconde dentro de si os piores demônios - os do tipo humanos que não se enxergam - aqueles que se sentam sobre seus enormes rabos, e ficam horas, dias, anos a espreita de um pecador incauto que lhes cruze o caminho.
Seu desejo de "salvar" funciona pela politica de cotas e bônus que os tais "imaculados" esperam receber ao " transformar" a vida de um miserável no modelo "contemplativo e asséptico" que é a vida deles.
São donos do Pai do Filho e do Espírito Santo, são os verdadeiros senhores dos anéis - o anel revela o que se tem dentro e não o contrário - mas esses seres iluminados, não tem nada pra ser revelado que não esteja na cara, são portadores de corações cheios!.Sim. cheios de rapina e vontade de fazer tudo aquilo que abominam nos outros, e quando fazem, distorcem na medida de sua visão suja, nebulosa e preconceituosa.
Lembro-me aqui de uma frase de Oscar Wilde : " O diabo é muito otimista se pensa que pode piorar os homens!"
Eu recentemente me converti ao cristianismo puro e simples, já fui católico, tive uma incursão meio que de paraquedas numa sessão espirita - do tipo que se toca tambores - e fiquei chocado! era criança e pra mim o que causa horror a crianças não pode ser bom - ao menos a essa criança aqui - além do que, abomino a idéia de perder meu desejo de escolha consciente, seja para um espírito ou para alguém de carne e osso.
Já me aventurei pra conhecer as ideias da dita parte branca da coisa, mas a tal reencarnação não me desce...
Olhando a foto acima alguém em sã consciência pode de fato acreditar em evolução de espírito aqui nessa esfera?... faça-me o favor! sério?... Se eu tivesse que voltar então queria voltar como pedra, ao menos com sorte, alguém poderia me arremessar de volta na cabeça de um tarado assassino desses.
Já fui evangélico em algumas de suas variações - e também não deu - é muito exaustivo usar a fé como arma pra tentar coagir Deus a cumprir meus caprichos, não quero jejuar pra tentar convence-lo a fazer algo que ele não esta afim de fazer, pois se isso não funciona comigo o que dirá com o Bom Criador.
No meu caso, tudo aquilo que envolve muito ritual humano, me coloca em risco, pois vaidoso que sou, vou querer chamar a atenção e o fariseu que habita em algum lugar em mim vai logo mostrar as franjas.
Além do que sou inapto pra tal religião, não consigo matar um leão por dia pra ser aceito, e a escada do sucesso evangélica é muito alta e tenho pavor de altura, na verdade uma fobia terrível. Além do que:
- Sou cheio de contradições assumidas.
- Me exponho com facilidade, inclusive meus equívocos (que não são poucos).
- Não acredito em musica santa.
- Não tenho a pretensão e nem o poder pra salvar ninguém.
- Não tenho tendência pra Nero e não estou afim de incendiar o Brasil ou lugar algum. Clichês carismáticos
- Erro diariamente e também me dou o direito de mudar de opiniões.
- Não me dou bem com identidades secretas, me denuncio muito fácil, não consigo ser um alguém fora dos "ambientes sacros" e ser outra dentro destes, especialmente por que creio na sacralidade do "ser" e não de lugares.
E principalmente não sou dado a respostas prontas e simplistas do tipo que minimizam, maximizam ou simplificam as crises alheias
Aliás, tampouco me sinto na obrigação de te-las, na melhor das hipóteses ofereço ouvidos e ombros.
Consigo ver dignidade numa prostituta, que vende seu corpo mas não dá calotes materiais e emocionais em ninguém, promete apenas o que se pode pagar. Ela é o que é - não faz "Cara de Maria do sagrado coração" - pode até fazer em horário de trabalho pra satisfazer algum gosto excêntrico, mas não o faz pra se esconder de si mesma e dos outros.
O apedrejamento em "nome de Deus" também é praticado hoje nas boas casas do "ramo religioso" ocidentais.Sim. E como! só que com uma diferença - a morte começa lenta... primeiro por dentro e pode durar anos a fio ao contrário dos pecadores do oriente, pois esses ao final de algumas horas já desencarnaram e desencanaram.
Aqui o requinte de crueldade está na dor que se sente escondido, aquela que faz molhar o travesseiro no quarto escuro e solitário, e a física vem com o tempo e normalmente começa pequena até atingir proporções quimioterápicas. Gostaria de crer que estou sendo exagerado, pessimista - falo de todo coração - mas ao mesmo tempo, também sei que essa é uma mentira que não vou assumir pra aliviar a minha barra ou a de qualquer outro.
Me incomoda a promoção do "pecado" alheio pra esconder os meus ou usar alguém como "Judas de sábado de aleluia" pra exorcizar minhas iras, taras, frustrações, rancores e temores.
O que nos difere de Judas e que ele não pós a culpa em ninguém a não ser em sua própria fraqueza, mas se tivesse olhado em volta, fatalmente teria se perguntado:
- Sou só eu? cade os outros?!
Essa gente dada a pedradas, gosta de mentiras institucionalizadas e abençoadas pela madre igreja seja lá qual for seu letreiro.
Um casamento pode estar falido, mas se os envolvidos conseguem manter as aparências com seus papéis bem decorados - pra não estragar a cena no teatro de domingo - beleza! tudo bem que não ganham Oscars, mas das pedradas ao menos se livram.
Tolinhos os que acreditam que na concepção destes, o famoso "fiéis até a morte" tem a haver com os indivíduos no casamento; que nada! fiéis até a morte, sim!... mas do "casamento instituição ", sem chance de recomeço dos que um dia acreditaram equivocadamente que eram feitos um para o outro.
Tais uniões não tem a chance nem de reviver em si mesmas, ou permitir a seus envolvidos descobrir uma nova oportunidade, pois nesse ambiente estéril não se pode reinventar ou redescobrir nada.
Nesse ponto decido parar essa escrita, pois falar nisso me envenena a alma - tenho sensores novos contra isso - prefiro falar de amor, de aceitação, de setenta vezes sete chances de recomeçar, aprecio falar a verdade e na mesma proporção ouvi-la, por isso me deixei seduzir pelo vida do Carpinteiro de Nazaré - exatamente por que se aproximou de mim não por meus louvores ensaiados, por minha "bondade" esquisita e nem por minha maldade mascarada, não me ofereceu nada além dele mesmo, não me prometeu sucesso ou prosperidade "A la Bill Gates", não se aproximou como dono de corretora de lotes celestiais, embora exista um exercito voraz de corretores não credenciados, de olho nas comissões que vão garantir sua aposentadoria dessa terrinha suja e contaminada.
Ainda bem que carpinteiros são artistas, e esse de Nazaré então... posso passar horas deixando ele me talhar, as vezes fico em silencio, as vezes grito, as vezes choro, as vezes reclamo e quando olho pra ele, ta lá o velho e doce olhar de aceitação e paz, que me incentiva a continuar crendo que nas suas mãos, melhor é o fim do que o começo das coisas.
Desculpem, mas esse texto apenas saiu, não estou aqui evangelizando ninguém, só estou de saco cheio hoje... mais pelos algemados do que por mim, e infelizmente quando olho pra dentro dessas "santas instituições" apenas uma frase me ocorre... I see dead people!
Faço uma ressalva aqui, não quero generalizar o que disse e ser injusto com uma quantidade enorme de gente boa, honesta e amável que é ligada a essas religiões.
Meu pensamento é focado na base que mantém essas tais religiões onde elas estão, e quanto a mim? - amo praticar e partilhar comunhão - pois acredito ser essa a essência e melhor manifestação de minha fé cristã.
* observem na foto a frieza e naturalidade com que as pessoas a volta olham para a mulher.
Ps: Perdão mas não corrigi esse texto nem na ortografia do blog, apenas pari...